O X Governo Regional dos Açores – o quarto da responsabilidade de Carlos César – apresenta algumas novidades sem, contraditoriamente, trazer nada de novo. As mudanças de pasta já se tornaram inevitáveis nos sucessivos governos de Carlos César e o círculo do recrutamento de novos Secretários Regionais não vai além de “estrelas” cadentes que se desvanecem rapidamente ou de tecnocratas desconhecidos, de currículo escasso e com pouco talento político.
Ao longo do ciclo da governação socialista, sucederam-se os erros de “casting”, as apostas erradas e a teimosia na manutenção de políticas claramente votadas ao insucesso: dos transportes à saúde, da inclusão social à educação, os doze anos de governo do PS deixaram um rasto de fracassos e de governantes mal sucedidos.
Este governo de continuidade não revela uma centelha de rasgo ou de genialidade política. É modesto na composição e limitado na ambição. Na sua essência, faz lembrar o primeiro governo de Carlos César, orgulhosamente identificado pelo seu Presidente como estando povoado de docentes universitários. O resultado foi o que se viu.
Com uma delicada distribuição de poderes e funções entre Vasco Cordeiro, José Contente e Sérgio Ávila, Carlos César fechou ainda mais o jogo da sua própria sucessão: cada um destes candidatos usará o seu palco político para afirmar a candidatura ao dia seguinte.
Curiosamente, fora do Governo, Carlos César permitiu que Francisco Coelho ascendesse a Presidente da Assembleia Legislativa, num processo tumultuoso e fratricida dentro do PS, cujos contornos ainda não são totalmente conhecidos, colocando mais uma pedra no instável jogo de equilíbrios políticos na Terceira.
Perante este cenário, só há uma conclusão: para os que votaram no PS ao longo dos anos, Carlos César já foi uma esperança. Agora, é só o rosto dum político que percorre uma espécie de calvário pessoal, fazendo lembrar aqueles mágicos decadentes que persistem em subir ao palco, repetindo os mesmos truques, sem brilho nem glória. O toque de David Copperfield já desapareceu.
Em vez de governar para os Açores, este Governo vai limitar-se a ser o gestor das ambições dos sucessores.
O X Governo apenas agora iniciou funções, mas os dirigentes socialistas só perguntam: quem pode suceder a Carlos César?
O futuro já não está do lado do PS.
Ao longo do ciclo da governação socialista, sucederam-se os erros de “casting”, as apostas erradas e a teimosia na manutenção de políticas claramente votadas ao insucesso: dos transportes à saúde, da inclusão social à educação, os doze anos de governo do PS deixaram um rasto de fracassos e de governantes mal sucedidos.
Este governo de continuidade não revela uma centelha de rasgo ou de genialidade política. É modesto na composição e limitado na ambição. Na sua essência, faz lembrar o primeiro governo de Carlos César, orgulhosamente identificado pelo seu Presidente como estando povoado de docentes universitários. O resultado foi o que se viu.
Com uma delicada distribuição de poderes e funções entre Vasco Cordeiro, José Contente e Sérgio Ávila, Carlos César fechou ainda mais o jogo da sua própria sucessão: cada um destes candidatos usará o seu palco político para afirmar a candidatura ao dia seguinte.
Curiosamente, fora do Governo, Carlos César permitiu que Francisco Coelho ascendesse a Presidente da Assembleia Legislativa, num processo tumultuoso e fratricida dentro do PS, cujos contornos ainda não são totalmente conhecidos, colocando mais uma pedra no instável jogo de equilíbrios políticos na Terceira.
Perante este cenário, só há uma conclusão: para os que votaram no PS ao longo dos anos, Carlos César já foi uma esperança. Agora, é só o rosto dum político que percorre uma espécie de calvário pessoal, fazendo lembrar aqueles mágicos decadentes que persistem em subir ao palco, repetindo os mesmos truques, sem brilho nem glória. O toque de David Copperfield já desapareceu.
Em vez de governar para os Açores, este Governo vai limitar-se a ser o gestor das ambições dos sucessores.
O X Governo apenas agora iniciou funções, mas os dirigentes socialistas só perguntam: quem pode suceder a Carlos César?
O futuro já não está do lado do PS.
PUBLICADO NO AÇORIANO ORIENTAL DE 19 DE NOVEMBRO DE 2008