EFEITOS SECUNDÁRIOS DA SILLY SEASON
A ENERGIA EÓLICA - O Governo da República anunciou com a pompa e a circunstância que a mediatização impõem, uma "aposta" na energia eólica, como forma de combater a dependência energética do país face ao petróleo e de obter receitas privadas para o choque tecnológico. Se não se discute a necessidade de Portugal reduzir a factura energética, nem a opção pelas energias renováveis (veja-se aqui o exemplo dos Açores, com a opção pela geotermia), já é discutível, no plano das opções públicas que a opção pela energia eólica deva ser a única ou a grande fonte de produção de energias alternativas. Isto é, o Governo da República apresentou a proposta na energia eólica como se tratasse da grande solução para o problema da dependência do petróleo. Desacompanhada de outras opções no campo da produção energética (recurso à energia solar, rede de mini-hídricas, para produção local, valorização energética no tratamento dos resíduos sólidos urbanos, biomassa florestal, para apenas dar um ou dois exemplos) fica-se com a sensação de que o Governo pretendeu, de modo apressado e sobressaltado apresentar publicamente um meio para financiar algumas das promessas do Primeiro-Ministro.
Por outro lado, a opção pela energia eólica – tanto quanto é público – também não é secundada por nenhuma medida de contenção ou de poupança energética, quer a nível público, quer a nível privado, a começar pelas opções quanto à política de transportes públicos.
O ARTIGO DO MINISTRO DAS FINANÇAS – O Ministro das Finanças, Campos e Cunha, em artigo de opinião no "Público", volta a revelar uma estranha forma de agir politicamente. O Ministro, de modo casuístico, revela aquilo que o Primeiro-Ministro se recusou a assumir no recente debate do Estado da Nação, na Assembleia da República: que novas medidas de contenção esperam os Portugueses, em 2006, atingindo as economias das famílias. O Ministro Campos e Cunha disse mais do que deveria dizer, considerando a estratégia que o Governo adoptou para aplicar e comunicar as draconianas medidas económicas, cujos efeitos se começam a sentir na economia e já levaram o Banco de Portugal a rever em baixa o crescimento do PIB para 0,5%. Porém, o artigo do Ministro das Finanças suscita ainda algumas perplexidades: quando o Prof. Campos e Cunha faz uma distinção quanto à qualidade do investimento público e aos seus efeitos na economia do país, poderemos ou não interpretar as suas palavras, como revelando que ele terá daqueles Ministros que, em Conselho de Ministros, levantaram dúvidas quanto aos projectos do TGV e do aeroporto da OTA, como foi revelado por José Sócrates, na última grande entrevista à SIC, há quinze dias? Se não é, parece!
A DECLARAÇÃO INUSITADA DE SÉRGIO ÁVILA – Definitivamente, o Dr. Ávila não tem o perfil adequado para desempenhar o cargo de Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores. Em declarações públicas, o Vice-Presidente, em mais uma das suas "boutades", enuncia a teoria financeira do “quanto pior melhor”, dizendo que as dificuldades financeiras do país, são boas para a Região, pois permitem uma maior arrecadação de receitas, graças ao aumento do IVA.
Revelando insensibilidade política, o Dr. Ávila esquece que os açorianos também sofrem com a crise nacional e que as dificuldades do país também chegam aos Açores.
Se esta declaração do Dr. Ávila fosse a única deste género proferida nos últimos meses, estaríamos perante um deslize. Mas, não foi. O Vice-Presidente do Governo tem sido pródigo neste tipo de declarações, demonstrando – se demonstração fosse necessária – que mandar no PS da Terceira, derrotando Francisco Coelho e ganhar a Câmara de Angra do Heroísmo, não são predicados suficientes para um bom governante.
O tempo tem-se encarregado de revelar que o Dr. Ávila é um erro de "casting"!
A ENERGIA EÓLICA - O Governo da República anunciou com a pompa e a circunstância que a mediatização impõem, uma "aposta" na energia eólica, como forma de combater a dependência energética do país face ao petróleo e de obter receitas privadas para o choque tecnológico. Se não se discute a necessidade de Portugal reduzir a factura energética, nem a opção pelas energias renováveis (veja-se aqui o exemplo dos Açores, com a opção pela geotermia), já é discutível, no plano das opções públicas que a opção pela energia eólica deva ser a única ou a grande fonte de produção de energias alternativas. Isto é, o Governo da República apresentou a proposta na energia eólica como se tratasse da grande solução para o problema da dependência do petróleo. Desacompanhada de outras opções no campo da produção energética (recurso à energia solar, rede de mini-hídricas, para produção local, valorização energética no tratamento dos resíduos sólidos urbanos, biomassa florestal, para apenas dar um ou dois exemplos) fica-se com a sensação de que o Governo pretendeu, de modo apressado e sobressaltado apresentar publicamente um meio para financiar algumas das promessas do Primeiro-Ministro.
Por outro lado, a opção pela energia eólica – tanto quanto é público – também não é secundada por nenhuma medida de contenção ou de poupança energética, quer a nível público, quer a nível privado, a começar pelas opções quanto à política de transportes públicos.
O ARTIGO DO MINISTRO DAS FINANÇAS – O Ministro das Finanças, Campos e Cunha, em artigo de opinião no "Público", volta a revelar uma estranha forma de agir politicamente. O Ministro, de modo casuístico, revela aquilo que o Primeiro-Ministro se recusou a assumir no recente debate do Estado da Nação, na Assembleia da República: que novas medidas de contenção esperam os Portugueses, em 2006, atingindo as economias das famílias. O Ministro Campos e Cunha disse mais do que deveria dizer, considerando a estratégia que o Governo adoptou para aplicar e comunicar as draconianas medidas económicas, cujos efeitos se começam a sentir na economia e já levaram o Banco de Portugal a rever em baixa o crescimento do PIB para 0,5%. Porém, o artigo do Ministro das Finanças suscita ainda algumas perplexidades: quando o Prof. Campos e Cunha faz uma distinção quanto à qualidade do investimento público e aos seus efeitos na economia do país, poderemos ou não interpretar as suas palavras, como revelando que ele terá daqueles Ministros que, em Conselho de Ministros, levantaram dúvidas quanto aos projectos do TGV e do aeroporto da OTA, como foi revelado por José Sócrates, na última grande entrevista à SIC, há quinze dias? Se não é, parece!
A DECLARAÇÃO INUSITADA DE SÉRGIO ÁVILA – Definitivamente, o Dr. Ávila não tem o perfil adequado para desempenhar o cargo de Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores. Em declarações públicas, o Vice-Presidente, em mais uma das suas "boutades", enuncia a teoria financeira do “quanto pior melhor”, dizendo que as dificuldades financeiras do país, são boas para a Região, pois permitem uma maior arrecadação de receitas, graças ao aumento do IVA.
Revelando insensibilidade política, o Dr. Ávila esquece que os açorianos também sofrem com a crise nacional e que as dificuldades do país também chegam aos Açores.
Se esta declaração do Dr. Ávila fosse a única deste género proferida nos últimos meses, estaríamos perante um deslize. Mas, não foi. O Vice-Presidente do Governo tem sido pródigo neste tipo de declarações, demonstrando – se demonstração fosse necessária – que mandar no PS da Terceira, derrotando Francisco Coelho e ganhar a Câmara de Angra do Heroísmo, não são predicados suficientes para um bom governante.
O tempo tem-se encarregado de revelar que o Dr. Ávila é um erro de "casting"!